Blog destinado a expor ideias, projetos, eventos e ações realizados pelos alunos e para os alunos da escola.
quarta-feira, 30 de março de 2011
Download de softwares educacionais
O professor Ivan Scotelari está à disposição para auxiliar os colegas do grupo para a elaboração de suas avaliações através de nossos softwares.
Um abraço a todos e tudo de bom.
Prof. Ivan Scotelari.
segunda-feira, 28 de março de 2011
MAPA-MUNDI DIGITAL
Recentemente o IBGE lançou um mapa-mundi digital, com síntese,
histórico, indicadores sociais, economia, redes, meio ambiente, entre
outras curiosidades, vale a pena conferir!
http://www.ibge.gov.br/paisesat/main.php
Abraços,Véra Gama
quinta-feira, 24 de março de 2011
J’ACUSE !!! (Eu acuso !)
(Tributo ao professor Kássio Vinícius Castro Gomes)
« Mon devoir est de parler, je ne veux pas être complice. (Émile Zola)
Meu dever é falar, não quero ser cúmplice. (...) (Émile Zola)
Foi uma tragédia fartamente anunciada.
Em milhares de casos, desrespeito.
Em outros tantos, escárnio.
Em Belo Horizonte, um estudante processa a escola e o professor que lhe deu notas baixas, alegando que teve danos morais ao ter que virar noites estudando para a prova subsequente. (Notem bem: o alegado “dano moral” do estudante foi ter que... estudar!).
A coisa não fica apenas por aí. Pelo Brasil afora, ameaças constantes. Ainda neste ano, uma professora brutalmente espancada por um aluno. O ápice desta escalada macabra não poderia ser outro.
O professor Kássio Vinícius Castro Gomes pagou com sua vida, com seu futuro, com o futuro de sua esposa e filhas, com as lágrimas eternas de sua mãe, pela irresponsabilidade que há muito vem tomando conta dos ambientes escolares.
Há uma lógica perversa por trás dessa asquerosa escalada. A promoção do desrespeito aos valores, ao bom senso, às regras de bem viver e à autoridade foi elevada a método de ensino e imperativo de convivência supostamente democrática.
No início, foi o maio de 68, em Paris: gritava-se nas ruas que “era proibido proibir”.
Depois, a geração do “não bate, que traumatiza”. A coisa continuou: “Não reprove, que atrapalha”. Não dê provas difíceis, pois “temos que respeitar o perfil dos nossos alunos”. Aliás, “prova não prova nada”. Deixe o aluno “construir seu conhecimento.”
Não vamos avaliar o aluno. Pensando bem, “é o aluno que vai avaliar o professor”.
Afinal de contas, ele está pagando...
E como a estupidez humana não tem limite, a avacalhação geral epidêmica, travestida de “novo paradigma” (Irc!), prosseguiu a todo vapor, em vários setores: “o bandido é vítima da sociedade”, “temos que mudar ‘tudo isso que está aí’; “mais importante que ter conhecimento é ser ‘crítico’.”
Claro que a intelectualidade rasa de pedagogos de panfleto e burocratas carreiristas ganhou um imenso impulso com a mercantilização desabrida do ensino: agora, o discurso anti-disciplina é anabolizado pela lógica doentia e desonesta da paparicação ao aluno – cliente...
Estamos criando gerações em que uma parcela considerável de nossos cidadãos é composta de adultos mimados, despreparados para os problemas, decepções e desafios da vida, incapazes de lidar com conflitos e, pior, dotados de uma delirante certeza de que “o mundo lhes deve algo”.
Um desses jovens, revoltado com suas notas baixas, cravou uma faca com dezoito centímetros de lâmina, bem no coração de um professor. Tirou-lhe tudo o que tinha e tudo o que poderia vir a ter, sentir, amar.
Ao assassino, corretamente , deverão ser concedidos todos os direitos que a lei prevê: o direito ao tratamento humano, o direito à ampla defesa, o direito de não ser condenado em pena maior do que a prevista em lei. Tudo isso, e muito mais, fará parte do devido processo legal, que se iniciará com a denúncia, a ser apresentada pelo Ministério Público. A acusação penal a o autor do homicídio covarde virá do promotor de justiça. Mas, com a licença devida ao célebre texto de Emile Zola, EU ACUSO tantos outros que estão por trás do cabo da faca:
EU ACUSO a pedagogia ideologizada, que pretende relativizar tudo e todos, equiparando certo ao errado e vice-versa;
EU ACUSO os pseudo-intelectuais de panfleto, que romantizam a “revolta dos oprimidos”e justificam a violência por parte daqueles que se sentem vítimas;
EU ACUSO os burocratas da educação e suas cartilhas do politicamente correto, que impedem a escola de constar faltas graves no histórico escolar, mesmo de alunos criminosos, deixando-os livres para tumultuar e cometer crimes em outras escolas;
EU ACUSO a hipocrisia de exigir professores com mestrado e doutorado, muitos dos quais, no dia a dia, serão pressionados a dar provas bem tranqüilas, provas de mentirinha, para “adequar a avaliação ao perfil dos alunos”;
EU ACUSO os últimos tantos Ministros da Educação, que em nome de estatísticas hipócritas e interesses privados, permitiram a proliferação de cursos superiores completamente sem condições, freqüentados por alunos igualmente sem condições de ali estar;
EU ACUSO a mercantilização cretina do ensino, a venda de diplomas e títulos sem o mínimo de interesse e de responsabilidade com o conteúdo e formação dos alunos, bem como de suas futuras missões na sociedade;
EU ACUSO a lógica doentia e hipócrita do aluno-cliente, cada vez menos exigido e cada vez mais paparicado e enganado, o qual, finge que não sabe que, para a escola que lhe paparica, seu boleto hoje vale muito mais do que seu sucesso e sua felicidade amanhã;
EU ACUSO a hipocrisia das escolas que jamais reprovam seus alunos, as quais formam analfabetos funcionais só para maquiar estatísticas do IDH e dizer ao mundo que o número de alunos com segundo grau completo cresceu “tantos por cento”;
EU ACUSO os que aplaudem tais escolas e ainda trabalham pela massificação do ensino superior, sem entender que o aluno que ali chega deve ter o mínimo de preparo civilizacional, intelectual e moral, pois estamos chegando ao tempo no qual o aluno “terá direito” de se tornar médico ou advogado sem sequer saber escrever, tudo para o desespero de seus futuros clientes-cobaia;
EU ACUSO os que agora falam em promover um “novo paradigma”, uma “ nova cultura de paz”, pois o que se deve promover é a boa e VELHA cultura da “vergonha na cara”, do respeito às normas, à autoridade e do respeito ao ambiente universitário como um ambiente de busca do conhecimento;
EU ACUSO os “cabeça – boa” que acham e ensinam que disciplina é “careta”, que respeito às normas é coisa de velho decrépito,
EU ACUSO os métodos de avaliação de professores, que se tornaram templos de vendilhões, nos quais votos são comprados e vendidos em troca de piadinhas, sorrisos e notas fáceis;
EU ACUSO os alunos que protestam contra a impunidade dos políticos, mas gabam-se de colar nas provas, assim como ACUSO os professores que, vendo tais alunos colarem, não têm coragem de aplicar a devida punição.
EU VEEMENTEMENTE ACUSO os diretores e coordenadores que impedem os professores de punir os alunos que colam, ou pretendem que os professores sejam “promoters” de seus cursos;
EU ACUSO os diretores e coordenadores que toleram condutas desrespeitosas de alunos contra professores e funcionários, pois sua omissão quanto aos pequenos incidentes é diretamente responsável pela ocorrência dos incidentes maiores;
Uma multidão de filhos tiranos que se tornam alunos -clientes, serão despejados na vida como adultos eternamente infantilizados e totalmente despreparados, tanto tecnicamente para o exercício da profissão, quanto pessoalmente para os conflitos, desafios e decepções do dia a dia.
Ensimesmados em seus delírios de perseguição ou de grandeza, estes jovens mostram cada vez menos preparo na delicada e essencial arte que é lidar com aquele ser complexo e imprevisível que podemos chamar de “o outro”.
A infantilização eterna cria a seguinte e horrenda lógica, hoje na cabeça de muitas crianças em corpo de adulto: “Se eu tiro nota baixa, a culpa é do professor. Se não tenho dinheiro, a culpa é do patrão. Se me drogo, a culpa é dos meus pais. Se furto, roubo, mato, a culpa é do sistema. Eu, sou apenas uma vítima. Uma eterna vítima. O opressor é você, que trabalha, paga suas contas em dia e vive sua vida. Minhas coisas não saíram como eu queria. Estou com muita raiva. Quando eu era criança, eu batia os pés no chão. Mas agora, fisicamente, eu cresci. Portanto, você pode ser o próximo.”
Qualquer um de nós pode ser o próximo, por qualquer motivo. Em qualquer lugar, dentro ou fora das escolas. A facada ignóbil no professor Kássio dói no peito de todos nós. Que a sua morte não seja em vão. É hora de repensarmos a educação brasileira e abrirmos mão dos modismos e invencionices. A melhor “nova cultura de paz” que podemos adotar nas escolas e universidades é fazermos as pazes com os bons e velhos conceitos de seriedade, responsabilidade, disciplina e estudo de verdade.
Igor Pantuzza Wildmann
Advogado – Doutor em Direito. Professor universitário.www.dominiopublico.gov.br
Esse lugar existe!Uma bela biblioteca digital, desenvolvida em software livre, mas que está prestes a ser desativada por falta de acessos. Imaginem um lugar onde você pode gratuitamente:
· Ver as grandes pinturas de Leonardo Da Vinci ;
· escutar músicas em MP3 de alta qualidade;
· Ler obras de Machado de Assis Ou a Divina Comédia;
· ter acesso às melhores historinhas infantis e vídeos da TV ESCOLA
· e muito mais....
Só de literatura portuguesa são 732 obras!
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Concurso InterÉtica
Considerando o seu permanente engajamento e o da Secretaria neste tema, fazemos questão de reforçar o convite para a participação de vocês para as ações que estamos desenvolvendo neste ano, além das oficinas de formação de multiplicadores.
Concurso InternÉtica
O Concurso InternÉtica 2011 tem como proposito estimular a participação dos educadores e estudantes na Promoção do uso Ético e Seguro da Internet no Brasil. O objetivo é premiar iniciativas que estimulem o debate brasileiro em torno dos temas: Ética no ciberespaço, Cidadania na rede, Sexualidade online e Segurança na Internet e demais Tecnologias de Comunicação e Informação – TIC. Este concurso prevê a realização de sugestões de aulas, dinâmicas, animações, ilustrações, vídeos e mensagens com dicas para promover um uso cada vez mais consciente e seguro das TIC no Brasil. O Concurso InternÉtica está organizado em 02 (duas) categorias diferentes: 1- Educadores; 2- Estudantes.
Confira em: http://www.safernet.org.br/concurso
Concurso Sua História e Você no SID 2012
A SaferNet e a GVT convidam para o Concurso Sua História e Você no SID 2012. O Concurso tem como propósito estimular a participação de crianças, pais e educadores, juntos, na elaboração de um Roteiro de uma História em Quadrinhos que será utilizada na próxima campanha do Dia Mundial da Internet Segura (Safer Internet Day) no ano de 2012. Os 10 vencedores terão suas obras publicadas na versão 2012 do Guia para Uso Responsável da Internet da GVT em todo o Brasil.
Confira em: http://www.safernet.org.br/site/sid2011/concurso-voce-no-sid2012
Rodrigo Nejm
Diretor de Prevenção
SaferNet Brasil
www.safernet.org.br
www.twitter.com/safernet
+55 71 3235-5910
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Livros infantis de histórias grátis!
A fundação Itaú de Livros Infantis está entregando gratuitamente
Vale se inscrever e receber seu kit!
Carmen.
MPB nas Escolas: música para diminuir a evasão e melhorar as notas
22/10/10
Por Ana Paula Verly
Crédito da foto: Cris Torres - Seeduc/RJ
A partir de 2011, as escolas brasileiras começarão a ficar mais musicais. A novidade está na Lei Federal 11.769, de 2008, que prevê o ensino de música na Educação Básica como conteúdo da disciplina de educação artística. As escolas ainda têm alguns meses para se ajustarem à nova exigência, mas o Rio de Janeiro já tira os primeiros acordes em sala de aula. Trata-se do MPB nas Escolas, uma parceria entre a Secretaria de Estado de Educação (Seeduc) e o Instituto Cravo Albin para diminuir a evasão e melhorar o desempenho escolar. Com um material pedagógico que inclui CD e DVDs, os professores relacionam o conteúdo das diversas disciplinas com as letras e fases importantes da história da música popular brasileira. Embalados por composições famosas, de várias épocas, os estudantes se interessam e não dançam nos estudos.
“A Secretaria de Estado de Educação (Seeduc) começou a tomar providências com antecedência para munir as escolas de material pedagógico sobre a Música Popular Brasileira. A ideia é que todas as escolas do estado tenham o kit e professores capacitados para o seu uso”, explica a coordenadora do projeto na Seeduc, Isabela Leal.
Entre os dias 11 e 26 de maio, 1.207 professores, de 16 escolas que estavam implantando o Ensino Médio Inovador, participaram da oficina de capacitação para o uso do material didático, que consiste em seis DVDs, seis livros, seis cartazes e um CD. Nesta primeira fase, cerca de 6.500 alunos foram beneficiados.
“A partir desta fase, começou a acontecer a multiplicação. Dessas 16, ampliamos para 800 escolas até setembro. Atualmente, o projeto tem potencialidade para atender 320 mil alunos”, comemora Isabela.
O objetivo desta formação era fazer com que eles identificassem possibilidades de aplicação em sala de aula, como prática inovadora, com uma visão inter e transdisciplinar. O público alvo eram todos os professores dessas escolas, Orientadores Tecnológicos (OTs) e equipe pedagógica. Posteriormente às oficinas, foram selecionados OTs para atuarem como multiplicadores para as demais escolas. A entrega do kit pra as unidades escolares estaria, portanto, atrelada a esta multiplicação, com o cuidado de o material não correr o risco de ficar esquecido em uma prateleira e sim ter utilidade prática junto aos alunos. A entrega dos kits ainda está acontecendo e até agora foram distribuídos cerca de 750 de um total de 1.500.
A iniciativa partiu de uma experiência anterior, de sucesso, nas escolas do município de Piraí. Tudo foi pensado e desenvolvido pela Seeduc em parceria com o Instituto Cravo Albin e o Departamento de Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O objetivo é diminuir a evasão e melhorar o rendimento escolar, além de enriquecer a cultura musical dos jovens.
O projeto relaciona a história da música e as obras de diferentes compositores aos conteúdos das disciplinas. O material didático mostra como a MPB influenciou a formação da identidade cultural dos brasileiros, e relaciona a história da música popular e as obras de diferentes compositores aos conteúdos das matérias, abordando ainda as manifestações folclóricas e preservando valores e tradições. Há imagens dos festivais da canção, depoimentos de artistas e relatos sobre músicos importantes do passado, como Cartola e Chiquinha Gonzaga, por exemplo.
Professores aprovam o projeto
A professora de educação artística Cristiane da Silva Canalis, do C.A.I.C. Theóphilo de Souza Pinto, do Complexo do Alemão, aprova o projeto. Mesmo antes de receber o material da Seeduc, ela já usava a música para despertar a criatividade, a imaginação e o interesse em suas aulas. Para ensinar as formas geométricas, por exemplo, propõe uma atividade com a música “Aquarela”, de Toquinho.
“Peço para os alunos interpretarem a letra por meio de um desenho. A arte lida com a sensibilidade. E a musica está no âmbito da arte. Então, escolho uma música de acordo com o assunto da aula, coloco para eles ouvirem e peço para sentirem o que estão ouvindo. A calma se traduz em linha horizontal; a vertical representa a espiritualidade, o equilíbrio; a inclinada é dispersão, dinamismo”, detalha Cristiane, que pretende adotar o MPB nas Escolas nas turmas da quinta série.
Nas aulas de história da arte, a professora também vai aproveitar para falar sobre a história da música. Ela lembra que durante o período Barroco surgiu uma figura importante no Brasil, a do padre José Mauricio Nunes Garcia, compositor de música sacra pioneiro ao absorver influências dos índios e dos negros.
“De lá para cá, fica mais fácil introduzir a MPB. Ela passa pelos escravos, com o lundu, que acrescentaram os batuques à musica europeia dos portugueses. Mesmo sem querer, os africanos também colonizaram o Brasil, por causa dessa mistura com a cultura europeia. E essa mistura entre o negro, o índio e o português fez a nossa música”, lembra Cristiane.
A diretora Ana Paula Freitas Rodrigues, do Colégio Estadual Monsenhor Miguel de Santa Maria Mochon, de Padre Miguel, também já havia proposto trabalhos musicais na escola antes de o projeto chegar à unidade. Três oficinas, batizadas com nomes de músicas, resgataram a MPB com o objetivo de entender melhor o conteúdo das matérias e a sociedade. A música “Planeta Água”, de Guilherme Arantes, tratou de temas ambientais com atividades de biologia e matemática; “Soy loco por ti América”, de Caetano Veloso, aproveitou o gancho da Copa do Mundo para abordar a língua estrangeira (espanhol), o Mercosul (geografia) e a Revolução Cubana (história); e “Cálice”, de Chico Buarque, trabalhou a questão da metáfora para a disciplina de língua portuguesa.
“Quando a aula está ligada à música, o aluno participa mais e o desempenho dele é melhor. Com isso, minimiza-se a repetência e a evasão escolar”, acredita a diretora, com outro evento em mente. “Faremos trabalhos interdisciplinares com cada turma abordando um gênero musical. O material produzido nas aulas vai estar em uma feira pedagógica com banda e teatro. Convidamos o MC Marcinho e a escola de samba Mocidade Independente de Padre Miguel”, informa Ana Paula.
A qualidade do trabalho diferenciado, realizado pelo colégio, foi comprovada pela coordenadora do MPB nas Escolas. Na última quarta-feira, 20 de outubro, Isabela Leal aplaudiu a culminância do projeto, que contou com uma apresentação em PowerPoint, música, teatro e dança. Registrado pelo Canal Futura, o evento teve como tema a Bossa Nova.
“Os alunos apresentaram uma atividade transdisciplinar que aproveitava a música ‘Garota de Ipanema’ para falar da cidade, do relevo e do meio ambiente. Os professores de biologia abordaram temas transversais por meio da Bossa Nova, que é um dos gêneros do kit”, elogiou Isabela.
Alunos trabalhando a música "Cálice" em sala
de aula
Projeto já desperta o interesse dos alunos
Felipe de Souza Taveira, de 19 anos, aluno do primeiro ano do Ensino Médio do C.E. Alfredo Neves, de Nova Iguaçu, não vê a hora de o projeto começar efetivamente em sua escola. Presidente do grêmio estudantil, ele diz que os alunos da unidade já são bastante ligados à MPB, pois muitos participam do festival de música organizado pela coordenadoria regional Metro I.
“Acho bem legal. O que a gente mais vê é aluno desinteressado. Com a música, é bem mais interessante. A matéria vai entrar melhor na cabeça dele do que com o professor falando. Tem gente que não gosta do professor. Então, não aprende nada. Esse projeto pode ajudar muito quando a gente for fazer a prova do Enem, porque vai ficar mais fácil para absorver os conteúdos. E vai ser mais tranquilo para os professores ensinarem”, defende Felipe, com propriedade. “Sou do grêmio e quando entro na sala para falar de música, os alunos se interessam. Eles acabam gostando mais da escola”.
Já Brenno William Estevez, de 18 anos, do terceiro ano do Ensino Médio do C.E. D. Pedro I, de Mesquita, conta que seu sonho é aprender sobre a MPB na escola. Ele acredita que o projeto vai incentivar outros alunos a estudarem, porque todo mundo gosta de música.
“Adoro MPB, sou muito fã de vários artistas e sempre escuto. Fiz até um trabalho de interpretação em cima da música ‘Beatriz’, da Ana Carolina, para português e artes. Fizemos a análise sintática e morfológica em cima de trechos da letra. A professora de artes pediu para desenharmos algo relacionado à música. A letra é bem poética. Eu desenhei o corpo de uma mulher sem rosto, porque eu também desenho, sou artista. A Beatriz tem várias formas. Botei uma sombra no rosto dela, para dar a ideia de uma mulher misteriosa”, detalha.
A professora de português de Brenno já passou vários exercícios com letras de música para fixar a matéria. Foram letras de MPB, pop, samba e pagode, além de uma prova que pedia a análise de uma letra musical. O aluno aprovou a ideia.
Médio Paraíba ensina ao pé da letra
A coordenadoria regional do Médio Paraíba I, que abrange os municípios de Barra do Piraí, Valença, Rio das Flores, Piraí e Pinheiral, aderiu integralmente ao MPB nas Escolas. Todos os 38 estabelecimentos de ensino da região participam do projeto e, inclusive, já se preparam para a culminância, no próximo dia 10 de dezembro. Nas palavras da responsável pela organização, o evento será uma verdadeira “mostra de talentos”.
“Convocamos todas as escolas e elas aderiram. Cada uma está montando a sua apresentação”, empolga-se a dinamizadora tecnológica Fabiana Ferreira, do Polo de Tecnologia Educacional (PTE) de Barra do Piraí.
Animadores culturais, orientadores tecnológicos e coordenadores pedagógicos também estão envolvidos nos preparativos. A festa começa às 8h, no Royal Sport Clube de Barra do Piraí, com exibição de documentários, recitais, exposições, sarau e mais uma infinidade de trabalhos realizados pelos alunos. A coordenadoria regional providenciou equipamentos de sonorização para valorizar as apresentações.
O primeiro a abraçar o projeto no Médio Paraíba I foi o próprio coordenador regional Vitor Ricardo. Assim que conheceu o material didático, em uma reunião no Instituto Cravo Albin, apostou na adesão entre os estudantes e equipes pedagógicas. Fabiana disse que “se apaixonou” pelo documentário sobre bossa nova e samba à primeira vista. Coube a ela entregar os kits e motivar os docentes a usarem os DVDs, livros, cartazes e CD em sala de aula.
“São imagens riquíssimas, que contextualizam a música com a história do país. O projeto integra várias disciplinas, como arte, língua portuguesa e sociologia. Os professores estão adorando. Acho que esse material tem de ser utilizado nas escolas. Não pode ficar guardado”, opina Fabiana.